sexta-feira, agosto 29, 2003

Aviso à navegação...
Saindo da A23, na cidade da Guarda, o automobilista depara-se com uma rotunda... depois de já lá se encontrar...
Os blogs também terão a sua função pedagógica; meus caros: cuidado com aquela armadilha...
(Palavra de condutor experimentado e multifacetado...)

quinta-feira, agosto 28, 2003

Chuva...
Redentora, salvífica, repleta de húmus...
o solo agradece: depois do inferno e do caos, a libertação que vem do Olimpo...
Será tarde para muitas árvores, vidas, consciências...
Contudo, não há ciclos nem estações eternas...

terça-feira, agosto 26, 2003

a rota do fogo e da esperança
1. Proença-a-Nova: fogo, terra queimada, paisagem lunar, terra escura e suja, caos.
2. Oleiros: o fogo entrou na Vila; ultrajou as consciências das pessoas e invadiu territórios íntimos.
3. Sertã: paisagem lunar, fogo, terra queimada, morte dos sonhos.
4. Dornes: a redenção, o verde, a albufeira e o rio como esperança...

domingo, agosto 24, 2003

Ninguém (é de ninguém)
amo uma mulher- escreveu o poeta.
o amor é o regaço da mãe de Eugénio.
e a madrugada sonhada- de Sophia.
e as manhãs- por descobrir.
o amor é o sentimento último.
há pessoas que não sabem isso.
contudo, o mundo vive...

sexta-feira, agosto 22, 2003

eu não sei quem te perdeu
sei que o Colcurinho é a Redenção.
sei que aquele pico é eterno- assim escreveram os Deuses...
sei que o Amor, no Kilimanjaro, terá o sabor dos poemas orvalhados de Eugénio.
sei, ainda, que, dentro de alguns anos, alguém me lerá.
então, convocará os Deuses.
seremos felizes, finalmente.
Gozo verde
Dá-me gozo ler alguns blogs dos alfacinhas intelectuais.
Conhecem-se todos e todos se amam e todos se odeiam.
Ele é o JPP, ele é o Mexia, ele é a Ana Sá Lopes e sequazes.
Dá-me gozo ler estes intelectuais alfaces.
Realmente, os seus traumas existenciais são mesmo tenrinhos...

quinta-feira, agosto 21, 2003

ecos de uma asa que voa
porque tu deixas em mim tanto de ti- diria o Pedro
Pessoa escreveu, há muitos anos, uma carta de amor. Pessoa seria um apaixonado pela folha em branco. Seria, também, uma apaixonado por Ophélia- ser triste e recôndito...
Pedro também escreve que sabe do vento onde te invento assim. E sabe das ruas que corremos sós...
Imagino uma bebedeira pessoana- cantada pelo Pedro. E imagino, ainda, que o Amor é a nossa derradeira aventura- tal qual a folha em branco...
Sei, contudo, que a Engrenagem, o Sistema, o Poder, nos aprisiona e tortura; chegámos ao terceiro milénio reféns do Estado...
Faremos como Saramago: fugiremos para o deserto e para o silêncio...

terça-feira, agosto 19, 2003

Timor morreu um pouco, hoje...
Relembro aqueles tempos brancos e repletos de flores de Agosto/Setembro de 99...
Relembro as lágrimas dos portugueses por Timor...
Relembro a recepção inolvidável feita ao Bispo Belo...
Relembro aquelas imagens nocturnas: uma criança cai e continua a sua caminhada... Os seus olhos: um profundo medo...
Relembro aquele brasileiro tão português: Sérgio Vieira de Melo: não era um diplomata- era um humanista...
O cow-boy jogava golfe- até à tacada final...
(Afinal, os Impérios também se abatem...)
Sensações...
Começa a sentir-se o final do Verão; mais do que nunca, Agosto termina no seu 2º terço...
O país já renasceu das cinzas: voltou o futebol, alguns blogs também, os políticos andam por aí...
Os pais começam a fazer contas à compra dos manuais escolares: afinal, os putos são alvos apetecíveis- em demasiados campos, dir-se-ia...
Olho, num devaneio abruptiano, a cidade silenciosa; não vejo as estrelas; não será relevante...

sexta-feira, agosto 15, 2003

Paulo Portas, outra vez,
Adoro a figurinha do Paulinho quando passa revista às tropas.
Os homens não se sentirão incomodados pela imponência militar do figurão...?
Portugal: país onde o impossível não é palavra vã...

quinta-feira, agosto 14, 2003

O maravilhoso mundo de Margarida...
Margarida: o teu pai levar-te-á, dentro de alguns anos, ao Colcurinho- pico do amor e das neves orvalhadas...
Lá, o teu pai falar-te-á de coisas importantes: saber ouvir o vento, o xisto e o silêncio...
O teu pai dar-te-á, lá, o melhor colo do mundo; sentirás o sussurro da brisa e a ausência das pessoas...
Margarida: o Futuro é teu...
Como canta a Dulce:
O amor há-de vencer
E a alma libertar

quarta-feira, agosto 13, 2003

Foguetório irrisório...
Os fogueteiros empresários fizeram um grande foguetório na Figueira.
Os desvalidos não querem perder o cabaz de vendas deste Verão.
Pergunto: não agiriam melhor se tivessem oferecido o investimento do foguetório às vítimas dos incêndios...?
Rota do caos e do inferno...
faltam 6 dias...

terça-feira, agosto 12, 2003

Bruscamente, no Verão passado...
Eduardo Prado Coelho escreveu, há dias, que este Verão seria conhecido pelo Verão em que apareceram os blogs...
Por mim, será conhecido pelo Verão do caos, do inferno e da solidariedade...

segunda-feira, agosto 11, 2003

LIVRO BRANCO
O inefável ministro quer um livro branco.
Por mim, teria um livro negro.
Livro de morte, caos e inferno.
Porque há sentimentos e emoções que não se compadecem com quaisquer livros- por mais brancos que sejam...

domingo, agosto 10, 2003

VAZIO
O debate, na RTP, sobre os incêndios.
O ministro: uma vergonha tuga!
Respostas das elites? Um imenso vazio...
Gostei de ouvir o POVO simples e humilde: afinal, a ruralidade é o nosso mundo...
Políticos alfacinhas: não sois bem vindos nestas terras da Beira...
Não nos macem...

sábado, agosto 09, 2003

O AMOR A PORTUGAL

O dia há-de nascer
Rasgar a escuridão
Fazer o sonho amanhecer
Ao som da canção
E então, o amor há-de vencer
E a alma libertar
Mil fogos ardem sem se ver
Na luz do nosso olhar
Um dia há-de se ouvir
O cântico final
Porque afinal falta cumprir
O amor em Portugal


Carlos Vargas, Dulce Pontes




O dia há-de nascer para este bom povo de Portugal. Povo sofredor, vítima de políticos nojentos e mafiosos, desconhecedor dos golpes vis da política alfacinha nauseabunda...Vejo velhos e putos e jovens que sofrem, morrem, choram, resistem neste inferno, neste caos, neste calvário infindável... Meu Deus: que mal Te fez este povo sofredor das Terras de Santa Maria para tal calamidade o oprimir? Seremos filhos de Israel...?
Confiemos no poeta:
O dia há-de nascer
Rasgar a escuridão


(Saibamos ser dignos do poema...)

sexta-feira, agosto 08, 2003

Joaquim Leal Martins, cidadão de Santa Comba Dão...
Este censor do século XXI quer que os portugueses não vejam o fogo, a morte, o desespero, o caos, o inferno, o suplício, a solidariedade, a renascença e a felicidade da comunhão...
Mete nojo e pena...
Rui Cardoso Martins
Leio um texto espantoso de Rui Cardoso Martins no Público de hoje.
Texto sobre o inferno vivido na serra de S. Mamede; texto vivido e sentido: Rui Cardoso Martins não viu pela televisão-foi e contactou com as pessoas.
Pelo meio, ainda teve tempo de desancar um jornalista(?) espanhol.
Lendo o seu texto, percebemos que a ligação à terra, ao húmus purificador, é muito intensa.

quinta-feira, agosto 07, 2003

Questão, 1
Não sentem que o ministro da Administração Interna está perdido, completamente perdido, no meio deste fogo de incompetência e falta de rigor, bem presente no verão português...?
A Rainha morreu...
Vejo, na SIC Notícias, uma reportagem sobre os incêndios em Nisa.
Vejo o desespero de um apicultor-perdeu quase todas as suas abelhas...
Diz o homem que as sobreviventes estão desorientadas-perderam a Rainha...
Diz o homem que elas não lhe fazem mal; agora, depois do fogo, quase suplicam a presença dele...
O enxame perdeu a Rainha; Portugal perdeu, há muito, a competência, o rigor, o ordenamento, o entendimento da política como arte nobre e não esta feira de conluios e corrupção que paira por aí...
Para quando o renascimento da Rainha...?

quarta-feira, agosto 06, 2003

Conclusão
Decorridos estes dias de Inferno, a conclusão só pode ser a seguinte: Portugal é um país de gente boa que não merece a corja governante dos últimos anos...
Não há meios em elementos essenciais: bombeiros, polícia judiciária, equipamento escolar, estradas, etc....
Os recursos são malbaratados em políticas inócuas-propiciadoras do enriquecimento de capitalistas amigos do Poder...
Entretanto, o país vai morrendo aos poucos...
Entretanto, os portugueses definham: a Europa prometida não passará nunca de outro Brasil de Quinhentos...
Sporting Clube de Portugal
O Futuro começa hoje...
O Sporting aí está: pujante, honrando os seus antepassados...
«Que seja tão grande como os maiores da Europa>.
Noite
Fresca.
Não há fumo.
Voltámos à normalidade...?

terça-feira, agosto 05, 2003

Fumo
Mais intenso.
Mais forte.
Imagino bombeiros e pessoas a lutarem contra o perigo vermelho.
Penso que Portugal é, e está, impotente.
Será o destino.
Ou o fado.
Porque Portugal é assim...
Madredeus
Ao vivo, há pouco, em Idanha.
Sempre a voz límpida e transparente de Teresa Salgueiro.
Sempre a pureza das guitarras.
A poesia de Eugénio é assim.
A poesia de Sophia é assim.
Noite
Há menos calor e fumo; há mais humidade.
A cidade respira melhor. Também as pessoas.
Mas ainda se sente o perigo vermelho.
Demorará semanas a extinguir-se- o medo...
São muitos dias e noites de terror.
O coração da Beira está ferido...

segunda-feira, agosto 04, 2003

O falso Guru.
Pacheco Pereira, vulgo Abrupto, tem a mania de que é Pastor destas ovelhas. O génio não percebe uma coisa muito simples: ninguém quer, na Blogosfera, as suas lições de sapiência... Entretenha-se com os barões do seu partido e não incomode esta tribo!
(Já me esquecia: mil parabéns pelas 333333333 pages view do mui estimável Abrupto...)
Passarões
Durão, Portas, Manuel Monteiro, Soares, filho do Soares...
Conversam muito, dabatem muito, estão sempre preocupados...
Abençoado país que tem tais políticos...

domingo, agosto 03, 2003

Rigor italiano...
Ouvi, há pouco, um piloto italiano afirmar que terá trabalho até ao Natal na extinção dos incêndios tugas...
Bendito italiano: está há poucas horas em Portugal e já disse tudo...
Prejuízos dos empresários algarvios...
Coitados destes meninos: a energia eléctrica faltou, naqueles reinos, duas horas; os prejuízos foram enormes; estão irritados e furibundos!
Aconselho esses meninos a visitarem, por estes dias, a Beira...
Aconselho esses meninos a visitarem o Caos e o Desespero...
Durão e a chuva
Este homem não existe: chove em Viana, logo, os fogos da Beira estão por horas...
Penso que a culpa desta vaga incendiária é do S.Pedro; afinal, a chuva não devia ter caído em Viana...
Quase noite...
O fumo-de novo...
não se vê o céu...
A cidade está envolta por uma nuvem-de fumo...
As pessoas estão resignadas; os fogos não estão aqui-mas é como se estivessem...
não será o caos... mas é o caos para muita gente boa...
O DIA TEM UMA HORA...
Vou à varanda.
Olho a cidade.
O fumo é muito denso.
Será o Caos.
Ou o fim do mundo.
Talvez, apenas, o resultado da acção do Bicho-Homem.
(Há muito fumo no ar... nas mentes...)

sábado, agosto 02, 2003

CENÁRIO DANTESCO
Rica imaginação, fértil curiosidade, as dos tugas jornaleiros...
A (des) propósito dos incêndios que lavram por aí, lá sai a expressão cenário dantesco...
Irra: tanto Dante já enjoa!!!
PAÍS DE FOGO E MERDA...
Vivemos no lodo.
Vivemos no fogo.
Vivemos na merda.
Os governantes não passam de uns amorfos boys!
Os governados gostam de ser fodidos pelos boys carreiristas!
Este país enoja-me!
Também tenho culpa...
Também pertenço ao Sistema...
Também vegeto na Engrenagem...
Contudo, sei isso.
Os outros, coitados, são fodidos e nem dão por isso...

sexta-feira, agosto 01, 2003

RATOS DE SACRISTIA
Sampaio e Durão visitaram a terra queimada.
Emocionaram-se.
Choraram.
Teceram loas ao esforço de bombeiros e populares.
Entretanto, a Beira arde e morre.
Irene Barata e Diamantino André revoltam-se, estrebucham...
Conhecem as pessoas e o contexto sócio-cultural.
Sabem que Sampaio e Durão são visitas.
Amanhã, Sampaio e Durão estarão no ar condicionado alfacinha.
Longe do fogo.
Longe do inferno.
Portas e Generais
Circunspectos, graves, sisudos e com semblantes carregados, os Generais jantaram, cientes da importância do facto.
Sempre me questionei porque é que a TV não filma os meus repastos.
São tão, ou mais, importantes do que aquele.
E têm uma vantagem: não se perde tempo a falar do Portas...
A MORTE COMO DEVANEIO
Há pouco, fui a um bar.
Vi e ouvi.
Estarreci.
Putos de vinte e tal anos adoravam as imagens de morte e caos em Vila de Rei.
Esta rasca, e de merda, geração, não cuida dos mortos, das perdas...
Deseja morte ao vivo, destruição ao jantar, colapso em directo...
Sou pai de duas filhas; não quero esta rasca gente a conviver com elas!
Porque o Futuro tem memória...