sexta-feira, abril 30, 2004

flutuações
a existência é governada a partir dos cumes.
do Kilimanjaro.
ou do Colcorinho.
certas mentes putrefactas não percebem, nunca perceberão, as nuances, os erros dos amantes.
encontram-se confinadas à rotineira vidinha quotidiana.
Deus as guarde dos terríficos territórios errantes...

terça-feira, abril 27, 2004

devir
caos, devir, Pedro.
o concerto: o músico na Revolução, da Revolução, na e da comunhão.
Pedro: em terra de judeus, uma paixão...

sexta-feira, abril 23, 2004

caos
o tempo da memória: o Futuro aguarda por nós.
depois do caos, o amor: múltiplas redes bifurcam os nevoeiros de Olimpo: orvalhados, os corpos resistem ao tempo contrário.
eu acredito no amor...

quinta-feira, abril 22, 2004

amigos...
tenho alguns amigos.
o Zé Azevedo: amigo de sempre...
o Antunes: amigo que já viveu experiências múltiplas...
a Luzeca: uma das melhores pessoas que conheço...
o Nelson: amigo real neste mundo virtual...
o Benjamim: puto porreiro...
a Mónica e o Carlos: eles sabem que gosto deles...
o Paulo Verde: ganda leão!
os dragões Paulo e Carriço- gente boa do Norte...
e mais, igualmente merecedores da minha amizade...
(obrigado- e desculpem qualquer coisinha...)

terça-feira, abril 20, 2004

questões inocentes
quem é o Padrinho?
e o Polvo?
onde fica a Sicília?
e Nápoles?
conheceram Al Capone?
(mas, meus caros, não tenhamos ilusões: a Montanha parirá um Gondomar...)

sábado, abril 17, 2004

a noite em branco
nestes tempos brancos, as noites são, também, brancas.
quase ternas.
assim será o futuro...

quinta-feira, abril 15, 2004

Kafka
Kafka existe.
sei do que falo.

terça-feira, abril 13, 2004

filho de um Deus menor
há muitos anos, Sophia amou Eugénio nas margens orvalhadas.
naqueles dias, éramos felizes.
respirávamos o Sol e a Lua.
quando chegámos ao fim dos tempos, não vimos o orvalho. matinal.
chorarei eternamente por esse orvalho, jamais, respirado...

segunda-feira, abril 12, 2004

Páscoa, feliz,
feliz Páscoa de... 2005...
(porque Páscoa é quando um homem quiser...)

quinta-feira, abril 08, 2004

cães, e outras coisas,
vejo que os tugas vão para o Algarve.
deixam os cães em principescas acomodações.
abençoado país este: votarão os cães em branco...?

quarta-feira, abril 07, 2004

um poema deserto
Saramago é cego.
como Borges.
ululantes resmas uivam.
cães. e pessoas.
precisamos destes homens.
fortes. intelectualmente, poderosos.
que mandem o Poder para o tal sítio.
sei das ruas que corremos sós- canta o Pedro...
também Saramago se sentiu só quando soube da distinção sueca...
Saramago, eu, vós: a felicidade espera-nos- em Lanzarote, no Olimpo...

terça-feira, abril 06, 2004

o Homem que veio de longe
Saramago veio a Castelo Branco. não gostei do seu discurso: repetitivo, gasto, ancilosado. quis fazer humor: ficou-se pela graçola fácil e inconsequente.
Saramago rendeu-se ao Capital: afinal, o Nobel é um símbolo do Capitalismo puro e duro.
confesso: Saramago, defensor do Povo, responde a duas perguntas da assistência, só e apenas: os oprimidos não têm voz...?
Saramago: afinal, os tempos do DN de 75 não foram ensaios sobre a cegueira- nem pejados de lucidez...

sábado, abril 03, 2004

in my place
in my place: erros, nuances, desvios, fugas, orvalhos sonhados, matinais, solares...
poema, quase,
depois do
matinal orvalho
o rigor
do corpo
sentido e
sonhado no
eterno kilimanjaro
(amo uma mulher
os deuses invejam-me)
o tempo da felicidade...
gosto de sentir as ondas no meu corpo.
gosto de fazer amor com a mulher que amo.
gosto de sentir o seu frémito nas ondas ausentes, quase rumorejantes.
gosto de ser feliz.
nunca serei amante de ocasião.
porque o amor é eterno- como os corpos pressentidos...

quinta-feira, abril 01, 2004

Deusa
passei a noite com a Alexandra Lencastre.
a mulher é uma Deusa...