segunda-feira, dezembro 13, 2004

estas difíceis ideias de e sobre a escola

este amigo escreve que a escola não deve ser deixada ao uso e abuso dos professores. depois, discute espaços, territorializações, papéis da comunidade, etc....

confesso: estou farto de tanto discurso, medidas, projectos. já o escrevi: partamos de uma, duas, três ideias - é suficiente, se formos capazes de aplicá-las...

antes do mais: o que é a Escola? é um palco de poder onde actuam diversos protagonistas? a escola resume-se a isso? discordo: a Escola é um local onde se ensina e aprende. nos últimos 30 anos, a Esquerda fez da Escola um palco circense - diria, uma assembleia da república dos pequeninos! toda a gente tem assento neste palco: pais com manias inquisitoriais, autarcas desejosos de aparecer na foto, professores que lutam pelo poder... é um ver se te avias: comissões executivas, assembleias de escola, conselhos pedagógicos, conselhos de docentes... às tantas, penso: no meio desta trapalhada legal, quando tenho uns minutos, ensino os meus alunos...

a escola representa o país: hoje por hoje, cantam-se loas à nossa autonomia... que autonomia? no 1º Ciclo do Ensino Básico, o meu, nem um cêntimo disponho para dar ao ceguinho da esquina! não conheço autonomia pedagógica sem o necessário suporte financeiro. a escola representa o país, ainda, como exemplo da burocracia reinante: os professores têm que ser quase juristas, hoje por hoje; a nossa missão, ensinar, não terá muita importância para os lados da 5 de Outubro!

meu caro Manuel: a escola é, antes de tudo, um espaço onde se ensina e aprende. definam-se programas razoáveis, equipem-se os espaços escolares, deixem - não me interpretem mal...- os professores trabalhar. depois, se sobrar algum tempo, haja circo para o povoléu ver...


3 Comments:

Blogger Miguel Pinto said...

Pois... a escola ainda não deixou de ser uma organização. E como qualquer organização é um palco [circense ou o que lhe quiser chamar] onde se joga o poder, onde se aprende e ensina, onde se constrói a pessoa. É possível sonhar com uma escola sem leis, sem decretos, sem regras. Quimeras, que as não tem?

9:20 da tarde  
Blogger manuel cabeça said...

na generalidade e em face das afirmações, de alguns dos argumentos utilizados, até quase que concordo. Contudo tenho de acrescentar o que o Carlos há muito sabe, é que para além da história, das línguas, das ciências e de todas as outras disciplinas também se ensinam relações, modos de ver e interpretar o mundo, de construir o conhecimento e de nos construirmos como pessoas, como diz e bem o Miguel.
A treta é que querer fazer isso sem considerar que a escola é "um palco de poder" (como afirmas e bem) é querer ignorar que ali se expressam relações de poder, de afectos, de amizades, de conhecimentos, onde uns e outros procuram o seu lugar e o seu espaço de afirmação. Querer que isto se fique pela amizade é simplesmente exigir a preponderância, a supremacia de uns perante outros, é assumir eu uns são melhores que os outros. É querer fazer o que a direita há muito pugna em Portugal, que há um modo correcto, adequado de fazer as coisas. Ora eu considero que há muitos, alguns até divergentes, por vezes contraditórios, mas tão correctos quanto a honestidade e a simplicidade de quem quer fazer.

1:37 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

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7:57 da manhã  

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