domingo, dezembro 12, 2004

estes difíceis amores

Júlio Machado Vaz discute com mulheres o assassínio de uma mulher por parte do seu marido. sobretudo, discute-se um acórdão anormal de um tribunal qualquer «desculpando» o acto do homem. há muitos homens assim. homens anormais, travestidos de bons chefes de família, cidadãos exemplares no emprego e no corpo social. há homens assim: autênticas bestas, mandantes no e do espaço familiar, frequentadores de casas de putas e afins, doutores e engenheiros nas horas vagas. sejamos conscientes: muitos homens entendem a casa como o seu espaço ditatorial, anões disfarçados de Hitler e Salazar. este país está doente; eu sei qual a cura necessária: formação, informação, educação. apenas abrindo novas vias mentais para opções diversas se conseguirá menos violência e machismo lusitano. mas, como sabemos, essa luta tem muitos adversários: o Poder, a Televisão, a boçalidade reinante...