segunda-feira, março 07, 2005

no futuro

no futuro, amei os deuses. amei o colcorinho da minha memória e rasurei o corpo de Sophia, no rasto do sol. nesse futuro, deslumbrámos o tempo e as fragas: vimos Torga quando fodia a camponesa nas serranias nevoentas - imaginando um poema escrito na aldeia de Eugénio. confesso: quando o futuro me aconteceu, vi os putos de quinze anos devorando o mundo, beijando-se furiosamente.
no futuro, o sol esteve presente no mar arenoso do corpo de Al Berto.