destino, colcurinho, e outras coisas...na madrugada do passado Sábado tive um grave acidente de viação. desfiz um Honda, capotei e quase parti um poste da EDP. saí vivo e a andar - como se nada tivesse acontecido, dir-se-ia...
os meus cumprimentos à Honda e a Deus - Este, porque me salvou; aquela, porque constrói carros seguros, terrivelmente seguros...
agora, a parte mística do facto: no dia anterior, um apelo irresistível levou-me ao Colcurinho - esse pico único e eterno. acredito em Deus, Fátima, Fado, na Saudade e no Amor; acredito na Arte e em chamamentos imperdíveis; naquela tarde, só, no Colcurinho, pressenti que qualquer coisa de radical e único aconteceria proximamente. não me enganei...
apenas mais uma ideia: ouvir falar de um acidente é isso mesmo - ouvir. vivê-lo é uma experiência radical, mística e decisiva.
hoje, sou o mesmo homem; mas, nesta pessoa, convive outro homem que pensa que só vale a pena viver por valores essenciais; quem (sobre)vive com um medo terrível em ser feliz, porventura, chegará aos 80 anos - mas nunca citará Neruda: "
confesso que vivi".