quarta-feira, junho 22, 2005

memória

no passado, na ria de Delfos, criámos a visão do mundo: vimos, então, que o princípio do mundo aconteceu nos corpos.
hoje, vagueando nas lisboas sem tejo, vejo esse passado, esses beijos sem memória. ainda não fui ao túmulo de eugénio; habito-o com o poeta.
e, nas noites eternas, escrevemos o orvalho, o suor do orvalho do amor...