sou como este gajo: um Homem nunca se rende. seria, aliás, uma grande falta de educação...
domingo, julho 31, 2005
Manuel Alegre
sou como este gajo: um Homem nunca se rende. seria, aliás, uma grande falta de educação...
sou como este gajo: um Homem nunca se rende. seria, aliás, uma grande falta de educação...
quarta-feira, julho 27, 2005
redenção
devido a assuntos inadiáveis, não será possível este 29 de Julho.
contudo, a redenção é quando um homem quiser...
devido a assuntos inadiáveis, não será possível este 29 de Julho.
contudo, a redenção é quando um homem quiser...
terça-feira, julho 26, 2005
Lado Esquerdo
O meu lado esquerdo
é mais forte do que o outro
é o lado da intuição
é o lado onde mora o coração
O meu lado esquerdo
Oriente do meu instinto
é o lado que me guia no escuro
é o lado com que eu choro e com que eu sinto
Mas é o meu foi o meu lado esquerdo
que me levou até ti
Quando eu já pensava
que não existias para mim no mundo
O meu lado esquerdo não sabe o que é a razão
É ele que me faz sonhar
É ele que tanta vez diz não
Mas é o meu foi o meu lado esquerdo
Que me trouxe até ti
Quando eu já pensava
Que não existias para mim no mundo
Carlos Tê
(clã, voz, delirante e sensível, de Manuela Azevedo)
O meu lado esquerdo
é mais forte do que o outro
é o lado da intuição
é o lado onde mora o coração
O meu lado esquerdo
Oriente do meu instinto
é o lado que me guia no escuro
é o lado com que eu choro e com que eu sinto
Mas é o meu foi o meu lado esquerdo
que me levou até ti
Quando eu já pensava
que não existias para mim no mundo
O meu lado esquerdo não sabe o que é a razão
É ele que me faz sonhar
É ele que tanta vez diz não
Mas é o meu foi o meu lado esquerdo
Que me trouxe até ti
Quando eu já pensava
Que não existias para mim no mundo
Carlos Tê
(clã, voz, delirante e sensível, de Manuela Azevedo)
segunda-feira, julho 25, 2005
tarde ausente
se o rio passar pela minha aldeia
relembra o poema por escrever
silencia os corvos
clama por Al Berto
olha a travessia eterna
finge o desaparecimento da folha
se o rio passar pela minha aldeia
relembra o poema por escrever
silencia os corvos
clama por Al Berto
olha a travessia eterna
finge o desaparecimento da folha
Mário Alberto Nobre Lopes Soares
em 86, votei Salgado Zenha.
na 2ª volta, votei anti-Freitas.
volvidos 20 anos, dá-me um gozo tremendo assistir ao pânico da Direita cavaquista: Soares é fixe e recomenda-se!
não entendo muitos comentários ilustres: um homem de 80 anos não é um cidadão normal? não pode exercer funções políticas?
Soares é fixe! e o cidadão de Boliqueime...?
em 86, votei Salgado Zenha.
na 2ª volta, votei anti-Freitas.
volvidos 20 anos, dá-me um gozo tremendo assistir ao pânico da Direita cavaquista: Soares é fixe e recomenda-se!
não entendo muitos comentários ilustres: um homem de 80 anos não é um cidadão normal? não pode exercer funções políticas?
Soares é fixe! e o cidadão de Boliqueime...?
sábado, julho 23, 2005
o post que Pessoa gostaria de escrever
na noite, invado o corpo de Ophélia. cruzo a ria do amor, enfrento o húmus da memória...
na noite, invado o corpo de Ophélia. cruzo a ria do amor, enfrento o húmus da memória...
mentes brilhantes...
porque é que Mário Alberto Nobre Lopes Soares não se candidata às presidenciais...? não entendo estes tabus...
porque é que Mário Alberto Nobre Lopes Soares não se candidata às presidenciais...? não entendo estes tabus...
sexta-feira, julho 22, 2005
e o teu uivo, na noite dilacerada
a lua pressente as cavernas da memória
no incêndio do corpo orvalhado
dizes que o sol perdoa a morte de Delfos
o amor navega na areia do regaço
um dia meu amor faremos amor com Al Berto
no tempo sem futuro
a lua pressente as cavernas da memória
no incêndio do corpo orvalhado
dizes que o sol perdoa a morte de Delfos
o amor navega na areia do regaço
um dia meu amor faremos amor com Al Berto
no tempo sem futuro
quinta-feira, julho 21, 2005
Açor, Estrela, Piódão, Colcurinho, crimes
conheço as serras da Estrela e do Açor. conheço a aldeia mais linda e pura de Portugal: Piódão. conheço as Pedras Lavradas. conheço Vide e o rio que a canta. conheço o pico mais lindo do mundo: o Colcurinho.
conheço o desespero de ver um país a arder. conheço os criminosos: cheiro-lhes o rosto - doentes, bêbedos, indigentes, crápulas!
conheço este tormento que assola Portugal.
sei que não merecemos isto.
sei que o Poder político é incompetente e corrupto.
sei que os bombeiros são mal preparados e não têm equipamento adequado.
sei isto tudo - e, agora, tenho medo de voltar ao Piódão, ao Colcurinho - porque não sei se existem mais...
conheço as serras da Estrela e do Açor. conheço a aldeia mais linda e pura de Portugal: Piódão. conheço as Pedras Lavradas. conheço Vide e o rio que a canta. conheço o pico mais lindo do mundo: o Colcurinho.
conheço o desespero de ver um país a arder. conheço os criminosos: cheiro-lhes o rosto - doentes, bêbedos, indigentes, crápulas!
conheço este tormento que assola Portugal.
sei que não merecemos isto.
sei que o Poder político é incompetente e corrupto.
sei que os bombeiros são mal preparados e não têm equipamento adequado.
sei isto tudo - e, agora, tenho medo de voltar ao Piódão, ao Colcurinho - porque não sei se existem mais...
quarta-feira, julho 20, 2005
da noite que envolve o sémen
é do curso do mundo meu amor
as rias da memória transtornam o mundo
eugénio lia a seiva do orvalho
o suor da seara
dirás versos sem sentido estes
na poesia ulterior
o sentido é branco
é do curso do mundo meu amor
as rias da memória transtornam o mundo
eugénio lia a seiva do orvalho
o suor da seara
dirás versos sem sentido estes
na poesia ulterior
o sentido é branco
terça-feira, julho 19, 2005
segunda-feira, julho 18, 2005
e depois da noite
sensíveis as profundezas do tempo e da imensidão do sangue
seria feliz se ouvisse o João Camilo
mas o Sena, Camilo, morreu nos sinais de fogo da memória anunciada
e quando regressares à terra mãe
lembra-me as lições da noite
sensíveis as profundezas do tempo e da imensidão do sangue
seria feliz se ouvisse o João Camilo
mas o Sena, Camilo, morreu nos sinais de fogo da memória anunciada
e quando regressares à terra mãe
lembra-me as lições da noite
a minha música
sou da turma dos anos 80.
e não só.
gosto de Zeca, Sérgio Godinho, Palma.
devoro as letras dos Coldplay.
o lirismo dos The Smiths comove a noite onde resisto.
e, claro, a turma dos anos 80: sensíveis, esses tempos: força das guitarras dos Echo, a limpidez granítica dos U2, a ingenuidade dos Wham.
são tempos eternos, esses...
sou da turma dos anos 80.
e não só.
gosto de Zeca, Sérgio Godinho, Palma.
devoro as letras dos Coldplay.
o lirismo dos The Smiths comove a noite onde resisto.
e, claro, a turma dos anos 80: sensíveis, esses tempos: força das guitarras dos Echo, a limpidez granítica dos U2, a ingenuidade dos Wham.
são tempos eternos, esses...
improviso sobre o amor
é da noite sabes o sabor da escrita
o corpo que penetro não me pertencerá jamais
dou liberdade ao mundo
e a ti corpo da minha infância
não vivo no dilema do sangue
não aceito correntes e fascistas
na noite serei feliz
é da noite sabes o sabor da escrita
o corpo que penetro não me pertencerá jamais
dou liberdade ao mundo
e a ti corpo da minha infância
não vivo no dilema do sangue
não aceito correntes e fascistas
na noite serei feliz
canção
segui o conselho do Miniscente e descobri: a 14 de Setembro de 1965, a canção que estava no Top era - só podia ser esta canção... - (I Can`t Get No) Satisfaction.
o Destino nunca se engana...
segui o conselho do Miniscente e descobri: a 14 de Setembro de 1965, a canção que estava no Top era - só podia ser esta canção... - (I Can`t Get No) Satisfaction.
o Destino nunca se engana...
domingo, julho 17, 2005
sábado, julho 16, 2005
improviso sobre o amor e a noite
o amor é o desígnio dos deuses
o rigor de al berto explica que as cidades morram
na luta dos amantes pelo amor que vale a pena
jorra o sémen dos sonhos orgiásticos
são estas palavras que salvam o amor
a noite
o amor é o desígnio dos deuses
o rigor de al berto explica que as cidades morram
na luta dos amantes pelo amor que vale a pena
jorra o sémen dos sonhos orgiásticos
são estas palavras que salvam o amor
a noite
reflexo
li este conto na Rua da Judiaria.
a vida é sempre o reflexo da vida.
o pintor que não pintou bebeu bons vinhos e comeu comida boa.
o pintor que pintou não dormiu, não comeu e não bebeu.
ambos ficaram felizes.
a arte do reflexo é assim: viver o real enquanto o Outro vegeta.
o final é politicamente correcto - como convém nesta visão-dual.
(será que a recompensa verdadeira não será um reflexo do reflexo...?
li este conto na Rua da Judiaria.
a vida é sempre o reflexo da vida.
o pintor que não pintou bebeu bons vinhos e comeu comida boa.
o pintor que pintou não dormiu, não comeu e não bebeu.
ambos ficaram felizes.
a arte do reflexo é assim: viver o real enquanto o Outro vegeta.
o final é politicamente correcto - como convém nesta visão-dual.
(será que a recompensa verdadeira não será um reflexo do reflexo...?
sindicalismo...?
leio no Causa Nossa que Mário Nogueira exigiu o pagamento de um dia em que fez greve. a ser verdade, é triste.
e mais não digo...
leio no Causa Nossa que Mário Nogueira exigiu o pagamento de um dia em que fez greve. a ser verdade, é triste.
e mais não digo...
sexta-feira, julho 15, 2005
Figo pesetero
Figo é rico, parece.
diz-se sportinguista.
tem a oportunidade da sua vida em demonstrar o carácter de leão.
contudo, faltará ao encontro com a História.
é, apenas, um pesetero.
será recebido em Alvalade como um pesetero.
se Figo é leão, eu sou lampião...
Figo é rico, parece.
diz-se sportinguista.
tem a oportunidade da sua vida em demonstrar o carácter de leão.
contudo, faltará ao encontro com a História.
é, apenas, um pesetero.
será recebido em Alvalade como um pesetero.
se Figo é leão, eu sou lampião...
quinta-feira, julho 14, 2005
apelo sentido
o Ademar fala de coisas importantes: cidadania, poetas e poesia, luta contra o professor infalível. Alegre é uma pessoa.
Cavaco é, apenas, um ser rastejante...
o Ademar fala de coisas importantes: cidadania, poetas e poesia, luta contra o professor infalível. Alegre é uma pessoa.
Cavaco é, apenas, um ser rastejante...
quarta-feira, julho 13, 2005
O Livro de Job
1- Job, homem justo e temente a Deus
- Havia na terra de Hus um homem chamado Job, íntegro e recto, que temia a Deus e fugia do mal. Tinha sete filhos e três filhas. Possuía sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois, quinhentas jumentas e uma grande quantidade de escravos. Este homem era o mais considerado entre todos os homens do Oriente. Os seus filhos tinham por hábito ir a casa uns dos outros em ocasiões especiais, convidando as irmãs para comerem e beberem com eles. Quando acabavam os banquetes, Job mandava chamar os seus filhos para os purificar e, levantando-se na manhã seguinte, oferecia um holocausto por intenção de cada um deles, porque dizia: «Talvez os meus filhos tenham pecado e amaldiçoado Deus no seu coração». Assim fazia sempre Job.
As primeiras provações
- Um dia em que os filhos de Deus se apresentavam diante do Senhor, Satanás veio também entre eles. O Senhor disse-lhe: «Donde vens tu?» Satanás respondeu «Venho de percorrer o mundo». O Senhor disse-lhe: «Reparaste no Meu servo Job? Não há ninguém como ele na terra: Homem íntegro, recto, temente a Deus, afastado do mal». Satanás respondeu ao Senhor: «Porventura teme Job a Deus em vão? Não rodeaste tu, com um valado protector, a sua pessoa, a sua casa e todos os seus bens? Abençoas o trabalho das suas mãos e os seus rebanhos cobrem toda a região. Mas estende a Tua mão e toca nos seus bens e verás que Te amaldiçoará no Teu próprio rosto»
(continua)
(versão de Ana Leal,
Alma Azul)
1- Job, homem justo e temente a Deus
- Havia na terra de Hus um homem chamado Job, íntegro e recto, que temia a Deus e fugia do mal. Tinha sete filhos e três filhas. Possuía sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois, quinhentas jumentas e uma grande quantidade de escravos. Este homem era o mais considerado entre todos os homens do Oriente. Os seus filhos tinham por hábito ir a casa uns dos outros em ocasiões especiais, convidando as irmãs para comerem e beberem com eles. Quando acabavam os banquetes, Job mandava chamar os seus filhos para os purificar e, levantando-se na manhã seguinte, oferecia um holocausto por intenção de cada um deles, porque dizia: «Talvez os meus filhos tenham pecado e amaldiçoado Deus no seu coração». Assim fazia sempre Job.
As primeiras provações
- Um dia em que os filhos de Deus se apresentavam diante do Senhor, Satanás veio também entre eles. O Senhor disse-lhe: «Donde vens tu?» Satanás respondeu «Venho de percorrer o mundo». O Senhor disse-lhe: «Reparaste no Meu servo Job? Não há ninguém como ele na terra: Homem íntegro, recto, temente a Deus, afastado do mal». Satanás respondeu ao Senhor: «Porventura teme Job a Deus em vão? Não rodeaste tu, com um valado protector, a sua pessoa, a sua casa e todos os seus bens? Abençoas o trabalho das suas mãos e os seus rebanhos cobrem toda a região. Mas estende a Tua mão e toca nos seus bens e verás que Te amaldiçoará no Teu próprio rosto»
(continua)
(versão de Ana Leal,
Alma Azul)
Biografia
Tive amigos que morriam, amigos que partiam
Outros quebravam o seu rosto contra o tempo.
Odiei o que era fácil
Procurei-me na luz, no mar, no vento.
(Sophia de Mello Breyner Andresen)
(Mar Novo, 1958)
Tive amigos que morriam, amigos que partiam
Outros quebravam o seu rosto contra o tempo.
Odiei o que era fácil
Procurei-me na luz, no mar, no vento.
(Sophia de Mello Breyner Andresen)
(Mar Novo, 1958)
Terror de te amar
Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo.
Mal de te amar neste lugar de imperfeição
Onde tudo nos quebra e emudece
Onde tudo nos mente e nos separa.
(Sophia de Mello Breyner Andresen)
(Coral, 1950)
(terror de te amar
nos dias amados de sophia
nua face da alga verde
serei o amante do coral grego)
Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo.
Mal de te amar neste lugar de imperfeição
Onde tudo nos quebra e emudece
Onde tudo nos mente e nos separa.
(Sophia de Mello Breyner Andresen)
(Coral, 1950)
(terror de te amar
nos dias amados de sophia
nua face da alga verde
serei o amante do coral grego)
terça-feira, julho 12, 2005
vou jantar com amigos
vou jantar com amigos da escola, colegas de Setembro a Junho, amigos para sempre. muita gente lança atoardas sobre os professores. nem todos seremos perfeitos - a começar por mim...
mas, meus caros, anotem estes dizeres: são os incompetentes dos professores que mantêm a Educação de pé, neste quintal-tuga. nem governos, nem pais ausentes, nem autarquias locais mais interessadas no betão, nos dão o devido valor. por exemplo: neste ano lectivo que finda por ora, fiquei colocado na eb1 Valongo - em Castelo Branco. foi bom assistir, dia após dia, ao profissionalismo do Rui Vaz, à dedicação e competência da Celeste e da Maria, ao esforço da Anjos, à irreverência da Amália. bastas vezes, os meus colegas desempenharam papéis que não lhes pertenceriam, de todo. fiquei honrado por ter pertencido a esta equipa...
e, agora, se não se importam, vou jantar com gente boa...
vou jantar com amigos da escola, colegas de Setembro a Junho, amigos para sempre. muita gente lança atoardas sobre os professores. nem todos seremos perfeitos - a começar por mim...
mas, meus caros, anotem estes dizeres: são os incompetentes dos professores que mantêm a Educação de pé, neste quintal-tuga. nem governos, nem pais ausentes, nem autarquias locais mais interessadas no betão, nos dão o devido valor. por exemplo: neste ano lectivo que finda por ora, fiquei colocado na eb1 Valongo - em Castelo Branco. foi bom assistir, dia após dia, ao profissionalismo do Rui Vaz, à dedicação e competência da Celeste e da Maria, ao esforço da Anjos, à irreverência da Amália. bastas vezes, os meus colegas desempenharam papéis que não lhes pertenceriam, de todo. fiquei honrado por ter pertencido a esta equipa...
e, agora, se não se importam, vou jantar com gente boa...
naquele tempo
o tempo da felicidade era, então, o tempo do sol e da lua. os viajantes seriam loucos, eternamente repletos dessa loucura agradável, sequiosa das laranjas salvas pelas palavras de Eugénio. o cabo de Gabriela esperava pelo amor solitário. o tempo decorria e todas as coisas simples estavam nos seus lugares.
o tempo da felicidade era, então, o tempo do sol e da lua. os viajantes seriam loucos, eternamente repletos dessa loucura agradável, sequiosa das laranjas salvas pelas palavras de Eugénio. o cabo de Gabriela esperava pelo amor solitário. o tempo decorria e todas as coisas simples estavam nos seus lugares.
Altar do Mundo - e do Morão
Sexta-Feira, centenas, milhares de pessoas do concelho de Castelo Branco irão a Fátima.
de borla - sim, porque a Fé, quando nasce, é para todos - até para os infelizes desprovidos de bens materiais.
é bom ter autarcas que zelam pelo bem estar das pessoas - por isso, desveladamente, pagam os autocarros necessários...
abençoados munícipes que tais políticos elegem...
(Nossa Senhora de Fátima, em Outubro, recompensará tamanha fé...)
Sexta-Feira, centenas, milhares de pessoas do concelho de Castelo Branco irão a Fátima.
de borla - sim, porque a Fé, quando nasce, é para todos - até para os infelizes desprovidos de bens materiais.
é bom ter autarcas que zelam pelo bem estar das pessoas - por isso, desveladamente, pagam os autocarros necessários...
abençoados munícipes que tais políticos elegem...
(Nossa Senhora de Fátima, em Outubro, recompensará tamanha fé...)
segunda-feira, julho 11, 2005
a mudança eterna
um blog é um terreno de textos.
fecundo terreno.
mutável - nos nomes, nos sedimentos dos textos.
nos corpos.
Roland Barthes escreveu sobre estas coisas - prazeres dos textos, diria...
um blog é um terreno de textos.
fecundo terreno.
mutável - nos nomes, nos sedimentos dos textos.
nos corpos.
Roland Barthes escreveu sobre estas coisas - prazeres dos textos, diria...
Gaivota
Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.
Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.
Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.
Que perfeito coração
no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.
Alexandre O`Neill
Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.
Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.
Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.
Que perfeito coração
no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.
Alexandre O`Neill
domingo, julho 10, 2005
Luís Filipe Barros
fui seu ouvinte nos eternos anos 80.
agora, na Antena 1, regressa à década de ouro; nós, com ele, recuamos 20 anos...
fui seu ouvinte nos eternos anos 80.
agora, na Antena 1, regressa à década de ouro; nós, com ele, recuamos 20 anos...
quinta-feira, julho 07, 2005
do mesmo lado da barricada
caro Ademar
a tua barricada é a minha barricada.
luto, como tu, contra o obscurantismo, o Sistema que tudo desculpa, a aleatoriedade de pedagogias inconsequentes.
a minha luta, Ademar, é dar a ler e a ouvir Eugénio e Sophia, Madredeus e Pedro Abrunhosa, a crianças dos 6 aos 9 anos - e como elas sentem estas vivências, Ademar...
dar-te palmatoadas...? apenas um poema de Eugénio - se aceitares a dádiva...
Frente a frente
Nada podeis contra o amor,
contra a cor da folhagem,
contra a carícia da espuma,
contra a luz, nada podeis.
Podeis dar-nos a morte,
a mais vil, isso podeis,
- e é tão pouco!
Eugénio de Andrade
caro Ademar
a tua barricada é a minha barricada.
luto, como tu, contra o obscurantismo, o Sistema que tudo desculpa, a aleatoriedade de pedagogias inconsequentes.
a minha luta, Ademar, é dar a ler e a ouvir Eugénio e Sophia, Madredeus e Pedro Abrunhosa, a crianças dos 6 aos 9 anos - e como elas sentem estas vivências, Ademar...
dar-te palmatoadas...? apenas um poema de Eugénio - se aceitares a dádiva...
Frente a frente
Nada podeis contra o amor,
contra a cor da folhagem,
contra a carícia da espuma,
contra a luz, nada podeis.
Podeis dar-nos a morte,
a mais vil, isso podeis,
- e é tão pouco!
Eugénio de Andrade
ao sangue dos rios...
descobri um blog chamado blue velvet.
et pour cause...
(ao sangue dos rios - sempre a inspiração de Eugénio...)
descobri um blog chamado blue velvet.
et pour cause...
(ao sangue dos rios - sempre a inspiração de Eugénio...)
11, 11, 7,
em Setembro de 2001, revoltei-me.
em Março de 2004, revoltei-me.
agora, meus caros, quero que os ingleses e americanos se fodam.
deixemo-nos de palavras de comiseração: o texano merece que lhe coloquem uma bomba no dito cujo; o inglês da terceira via - para Socrática...? - merece que lhe coloquem uma bomba no dito cujo; o Aznar fascista safou-se - como o Durão e o refugiado Guterres!
sejamos honestos: quem tem decência para ofender os árabes? o Ocidente não comanda a economia mundial? as multinacionais não gerem o mundo? os ocidentais não são os donos do mundos? qual foi a vitória do texano? apanhar um árabe velho e sujo? prendê-lo e mostrá-lo - qual animal de circo! foda-se para este Ocidente! o Islão não é o terrorismo - assim como nós não somos seguidistas de texanos burros e terroristas!
falta fazer a verdadeira revolução: os povos de todo o mundo unirem-se contra os ditadores - sejam eles cowboys, senhores do petróleo ou o belmiro merceeiro...
em Setembro de 2001, revoltei-me.
em Março de 2004, revoltei-me.
agora, meus caros, quero que os ingleses e americanos se fodam.
deixemo-nos de palavras de comiseração: o texano merece que lhe coloquem uma bomba no dito cujo; o inglês da terceira via - para Socrática...? - merece que lhe coloquem uma bomba no dito cujo; o Aznar fascista safou-se - como o Durão e o refugiado Guterres!
sejamos honestos: quem tem decência para ofender os árabes? o Ocidente não comanda a economia mundial? as multinacionais não gerem o mundo? os ocidentais não são os donos do mundos? qual foi a vitória do texano? apanhar um árabe velho e sujo? prendê-lo e mostrá-lo - qual animal de circo! foda-se para este Ocidente! o Islão não é o terrorismo - assim como nós não somos seguidistas de texanos burros e terroristas!
falta fazer a verdadeira revolução: os povos de todo o mundo unirem-se contra os ditadores - sejam eles cowboys, senhores do petróleo ou o belmiro merceeiro...
quarta-feira, julho 06, 2005
este lado da Lua
na manhã do terror, ensimesmado, o poeta escreveu na areia. orvalhou as ondas, questionou os seios do Colcurinho. muitas noites antecedentes, ainda não vira o mar, sonhou a ascese final - por ventura, Deus, assim o quis. relembrou Lorca e o sangue.
depois, visitou o sol.
na manhã do terror, ensimesmado, o poeta escreveu na areia. orvalhou as ondas, questionou os seios do Colcurinho. muitas noites antecedentes, ainda não vira o mar, sonhou a ascese final - por ventura, Deus, assim o quis. relembrou Lorca e o sangue.
depois, visitou o sol.
a confraria das bifanas
o Paulo é um apaixonado sem medo de amar.
por acaso virtual, conheço a mulher que ama.
o amor é isto: dizer ao vento o que nos vai na alma - sem medos!
o Paulo não tem medo.
eu, confesso, nunca o tive...
o Paulo é um apaixonado sem medo de amar.
por acaso virtual, conheço a mulher que ama.
o amor é isto: dizer ao vento o que nos vai na alma - sem medos!
o Paulo não tem medo.
eu, confesso, nunca o tive...
terça-feira, julho 05, 2005
poema a Sophia
na noite transparente e no rio do sol
os búzios subiram o azul
e levámos o sonho para os seios da amada
sim Sophia nunca foste ao Colcurinho
fizeste amor na praia do regaço
na areia solar
na noite transparente e no rio do sol
os búzios subiram o azul
e levámos o sonho para os seios da amada
sim Sophia nunca foste ao Colcurinho
fizeste amor na praia do regaço
na areia solar
a noite
amo uma mulher.
não vivo com ela.
é um amor presente na ausência.
lutámos contra o mundo.
contra mentes reaccionárias.
fascistas.
nojentas.
lutámos por amor.
os hipócritas nunca entenderão o amor.
o amor, os corações unidos, Pedro e Inês, Alcobaça, as noites emergentes, Céu, são o nosso mundo.
eternamente...
amo uma mulher.
não vivo com ela.
é um amor presente na ausência.
lutámos contra o mundo.
contra mentes reaccionárias.
fascistas.
nojentas.
lutámos por amor.
os hipócritas nunca entenderão o amor.
o amor, os corações unidos, Pedro e Inês, Alcobaça, as noites emergentes, Céu, são o nosso mundo.
eternamente...
Esquerda, Sócrates...?
ouvi a entrevista de Sócrates na SIC.
questiono: a Esquerda é isto, Sócrates? falas em Estado-social? em igualdade de oportunidades? engraçado: não ouvi discurso algum sobre os impostos que a Banca e as Seguradoras pagam...
Sócrates: não brinques! és de Esquerda? eu sou o ti Alberto do teu jardim...
ouvi a entrevista de Sócrates na SIC.
questiono: a Esquerda é isto, Sócrates? falas em Estado-social? em igualdade de oportunidades? engraçado: não ouvi discurso algum sobre os impostos que a Banca e as Seguradoras pagam...
Sócrates: não brinques! és de Esquerda? eu sou o ti Alberto do teu jardim...
poema a ti
a Castro
mora nos corações unidos
sussurro o corpo
nas noites felizes de Alcobaça
o amor acontece
puro orgiástico intenso
assim seria um poema de Eugénio a Sophia
lido por ti
a Castro
mora nos corações unidos
sussurro o corpo
nas noites felizes de Alcobaça
o amor acontece
puro orgiástico intenso
assim seria um poema de Eugénio a Sophia
lido por ti
a recusa da escrita
não é importante escrever por dever.
escrevo por amor. amo quando acontece o amor - de uma mulher, de uma escrita.
não acredito em profissionais da escrita.
acredito na inspiração fugaz e raríssima.
no amor.
na escrita.
na vida.
não é importante escrever por dever.
escrevo por amor. amo quando acontece o amor - de uma mulher, de uma escrita.
não acredito em profissionais da escrita.
acredito na inspiração fugaz e raríssima.
no amor.
na escrita.
na vida.
da génese da estupidez
o ti Alberto é bruto, racista, fascista e reaccionário.
porventura, não me desejaria no seu quintal.
a tudo isto, Sampaio responde com a sua costumeira cobardia.
abençoado país que tais políticos tem...
o ti Alberto é bruto, racista, fascista e reaccionário.
porventura, não me desejaria no seu quintal.
a tudo isto, Sampaio responde com a sua costumeira cobardia.
abençoado país que tais políticos tem...
segunda-feira, julho 04, 2005
José Duarte
Carlos Vaz Marques é um jornalista com nível.
não tenho a certeza se o seu texto sobre José Duarte tem nível.
o homem incomodou os espectadores, parece.
talvez a sua função passe também por aí: incomodar as pessoas...
Carlos Vaz Marques é um jornalista com nível.
não tenho a certeza se o seu texto sobre José Duarte tem nível.
o homem incomodou os espectadores, parece.
talvez a sua função passe também por aí: incomodar as pessoas...
Inês, Pedro, Alcobaça
Alcobaça, Pedro e Inês, Inês doce e eterna, cortejo da vida, corações unidos - eternamente...
Alcobaça, Pedro e Inês, Inês doce e eterna, cortejo da vida, corações unidos - eternamente...
sexta-feira, julho 01, 2005
Sin City
sangue, sangue, amores loucos, preto, branco, cores quase tingidas de sangue, morte, filme negro, branco...
sangue, sangue, amores loucos, preto, branco, cores quase tingidas de sangue, morte, filme negro, branco...
a morte de Sophia, o nascimento de Sophia, no nascimento de blue velvet
Sophia e os deuses estão presentes.
em blue velvet.
no filme, na canção, no tempo da minha vida.
há 19 anos anos.
hoje.
eternamente...
Sophia e os deuses estão presentes.
em blue velvet.
no filme, na canção, no tempo da minha vida.
há 19 anos anos.
hoje.
eternamente...
a luta do Abnóxio
pior que um homem de direita estúpido, apenas um homem de esquerda embirrante e birrento. este abnóxio toma a nuvem por Juno.
azar o dele: generaliza a partir do que conhece.
ensino há 16 anos em, bastas vezes, palheiros travestidos de escolas.
não admito, senhor Ademar, que me julgue sem conhecer o meu trabalho - até posso ser o profissional mais incompetente! - mas, meu caro, não me conhece para me julgar...
não persiga os burros dos professores do 1º ciclo - nem todos terão a minha sacrossanta paciência...
pior que um homem de direita estúpido, apenas um homem de esquerda embirrante e birrento. este abnóxio toma a nuvem por Juno.
azar o dele: generaliza a partir do que conhece.
ensino há 16 anos em, bastas vezes, palheiros travestidos de escolas.
não admito, senhor Ademar, que me julgue sem conhecer o meu trabalho - até posso ser o profissional mais incompetente! - mas, meu caro, não me conhece para me julgar...
não persiga os burros dos professores do 1º ciclo - nem todos terão a minha sacrossanta paciência...
dúvida...
a salta-pocinhas não entendeu o meu comentário no abnóxio.
explico: estou a ficar farto que o Ademar nos tome, professores do 1º ciclo, por parvos. não gosto e, convenhamos, não lhe fica bem...
a salta-pocinhas não entendeu o meu comentário no abnóxio.
explico: estou a ficar farto que o Ademar nos tome, professores do 1º ciclo, por parvos. não gosto e, convenhamos, não lhe fica bem...
