sábado, setembro 17, 2005

na imensidão da noite

ouço os U2. gente séria, boa, anti-capitalista.
a Esquerda, hoje, divide-se entre os maricas responsáveis, os Louçãs que acreditam nos Futuros, os bombistas que rebentam hamburgers ao almoço e os desavindos.
eu, confesso, sou desavindo.
não sou maricas, não creio no Futuro e não sou bombista.
acredito na poesia como a salvação última do caos.
obviamente, o caos vencerá.
mas, isso, é da condição humana.